O barro guarda o calor depois que a chama saiA fornada é um intervalo, não um placarA casa acende o forno para si
Fornos
Onde a sala fica
ÍndiceNotas
O caderno aberto
Barro
Duas salas cabem na mesma leitura
A padaria e o lastro podem ser lidos em sequência. Uma abre a manhã. A outra guarda o calor no piso.
Lenha
A lenha entra de lado
A pilha fica ao lado da boca. A pá atravessa. A nota para nesses dois gestos e não segue o que foi posto para assar.
Fornada
O lastro também é uma sala
O piso quente não é detalhe de receita. É a parte do forno que continua trabalhando quando a chama já baixou.
Casa
A fila existe antes do pão
Do lado de fora, a madrugada já tem fila. O caderno olha a porta fechada e o saco de farinha, sem contar cabeças.
Cenas
Em volta da boca
Ver cenas- Pilha de lenha
A lenha empilhada ao lado da boca, antes de entrar. Cena de preparo, não de resultado.
- Pá de assar
A pá que atravessa a boca. A redação descreve a ferramenta. Não dá nome a quem a segura.
- Cama de brasa
A cama que o piso faz quando a chama cede. Fase do forno, sem grau marcado.
- Grade de esfriar
Onde o que saiu espera, longe da boca. A cena é a espera, não o que foi assado.
- Saco de farinha
O saco na sala, antes de qualquer fornada. Matéria-prima à vista, sem ficha técnica.
- Fila da madrugada
A fila do lado de fora, ainda no escuro. A redação não conta pessoas nem publica nome.
- Porta do forno
A porta que fecha a boca. Ferro ou barro: o caderno olha o fecho, não o interior alheio.
- Banco da espera
O banco de quem espera a porta abrir. Lugar de espera. Sem retrato e sem fala atribuída.
Agenda
Ordem de leitura
AgendaSequência do caderno. Não é horário de porta nem visita marcada.
sáb., 7 de nov., 08:00
segue em
Caderno do barro
sáb., 7 de nov., 09:30
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Caderno do barro
sáb., 14 de nov., 08:00
segue em
Caderno do barro
sáb., 14 de nov., 09:30
segue em
Rota das cenas